domingo, 24 de abril de 2011

O Maior Conquistador (pra mim)

Hail grandes guerreiros das planicies ermas,hoje estou num momento muito épico, e depois de assistir um documentario sobre os grandes conquistadores que o mundo ja teve me deu vontade de  falar de um dos maiores (pra mim o Senhor fodão) conquistadores e estrategistas de todos os tempos... GENGIS KHAN!!!!

Temudjin, mais conhecido como Gengis Khan, o bárbaro mongol, viveu de 1162 a 1227 e constituiu o maior império da História, unindo China, Turquia, Turkestão, Irã, Iraque e parte de Rússia.O exército mongol funcionava com precisão e eficiência admiráveis. Organizava-se em dezenas, formados por dez homens que atuavam juntos em combate para saque ou obtenção de suprimentos.o exercito mongol se divide em "grupos", a cada dez dezenas havia um chefe. A cada cem um Kan. E cada mil formavam uma “horda” que era dirigida por um general submisso ao "Grande Khan".O exército estava dividido em dezenas (arban), centenas (yaghun), milhares (mingghan) e dezenas de milhares (tumen).Gengis criou táticas de guerra revolucionárias para as batalhas nas estepes. Seu exército era disciplinado, temido e impiedoso. A arma tradicional dos mongóis era o arco e flecha curvo, que tinha um alcance de 500 metros, com isso tornou obrigatório o treinamento dessa arma. Os cavaleiros eram treinados para atirar a flecha com o cavalo em movimento. Um detalhe era que, para maior precisão, a flecha era disparada no momento em que o cavalo estivesse em pleno galope. Esses cavaleiros, os chamados mangudais, eram uma arma poderosa contra infantaria inimiga, já que juntavam dois princípios: arco e flecha e cavalaria, ou seja, um mangudai poderia ser rápido e preciso para atingir os inimigos mesmo estando longe.Os guerreiros mongóis eram especialistas em emboscadas e ataques de surpresa. Os chefes de seu exército faziam grande uso de patrulhas de reconhecimento e de movimentos sincronizados para atacar o inimigo em desvantagem. Eram dirigidos por seus respectivos chefes, mas os cinco generais mais importantes do exercito mongol foram denominados os “Lobos de Temudjin”: Bogorchu suanda (irmão jurado); Yebe a Flecha; Kubilai; Yelme e Subotei.
Estes generais eram guerreiros tão formidáveis, que os inimigos diziam que “eles se alimentavam de sereno e carne humana, e eram tão ferozes que o grande Kahn tinha que amarrá-los”. Quando os liberava para irem à guerra, cavalgavam ao vento diante dos arqueiros, com a boca aberta, babando de alegria.(pense na escrotidão dos caras)

Conquistas 

Em 1207, os mongóis foram forçados a expandir seu território de pastagem devido a algum problema climático nas estepes e conquistaram o reino tangute de Hsi Hsia. Em seguida, atravessaram a muralha contornando-a e chegaram à China, cujo reino estava dividido entre as dinastias Jin, ao norte e Song, ao sul. As vastas plantações de arroz e a riqueza da cidade atraíram mais a atenção de Genghis do que a possibilidade de se tornar senhor da China. Na conquista do reino Jin, Genghis Khan recrutou um jovem chinês chamado Yeh-lu Chu-ts-ai como seu conselheiro pessoal. A sua influência tornou Genghis mais tolerante e menos agressivo em batalha, estimulando-o a evitar esforços exagerados na guerra e conservar as terras cultivadas ao invés de transformá-las em pastagens.
Gengis marchou até Pequin, o mais avançado centro urbano daquela época e, quando viu que a cidade era cercada de muralhas de doze metros de altura, descobriu que suas táticas de guerra em campo aberto, nas estepes, não o ajudariam naquele momento. Desse modo, não teve pressa e acampou seu exército, cercando a cidade e impediu que os suprimentos entrassem em Pequim. Esses suprimentos foram usados para suprir seu exército. Com a ajuda de engenheiros chineses dissidentes, construiu catapultas e outros artefatos bélicos e finalmente invadiu e dominou Pequim.
Gengis, após o ataque inicial aos Jin, retirou-se para a Mongólia, enquanto seus generais se encarregavam de estabelecer seu domínio na China Jin. Em 1218, um acidente diplomático provocou a ira de Genghis sobre o reino turco de Kharizm, no norte da Pérsia: um mensageiro trouxe-lhe a cabeça de um de seus generais enviado em missão diplomática à Pérsia. O Cã cavalgou à frente de mais de duzentos mil homens e cerca de dez mil máquinas de assédio adquiridas dos chineses. Houve poucas batalhas campais e os mongóis empreenderam guerras de cerco às cidades fortificadas da Pérsia, que capturaram uma a uma. Algumas, como Bucara e Samarcanda se tornariam, no futuro, espelhos longínquos da presença mongol no sudoeste da Ásia. A velha cidade de Nichapur foi arrasada e nem mesmo os animais ali sobreviveram ao ataque mongol. O exército de Genghis matou mais de um milhão de persas.
As perdas humanas em Khwarizm contavam-se aos milhares. Genghis e seus generais impunham punições brutais aos inimigos. A proximidade da Pérsia com a Europa gerou a fama de selvageria dos mongóis que assombraria o continente pelas décadas seguintes.
Em 1227, enquanto os generais de Gengis conquistavam territórios no sul da Russia e na U, o Grande Cã foi forçado a retornar para as estepes para conter uma revolta de Hsi Hsia, que havia recusado a convocação para a campanha contra Khwarizm. Após vencer os tangutes, Gengis Khan morreu acometido por uma febre alta.

Bonus Round: SR. FODÂO

Dizem que no final de sua vida foi chamado um curandeiro que prometia aumentar a longividade da vida de Genghis Khan, o curandeiro chegou para ele e falou, para você viver mais tempo precisará parar de andar a cavalo, beber e transar... dizem que Genghis Khan só olhou nos olhos do curandeiro e arrancou sua cabeça...
Ele foi o unico conquistador que não morreu em batalha, foi conquistando territórios até o dia de sua morte!

Então malditos mongóis que leem esse blog, peguem seu arco e flecha, mijem ao vento e conquistem meio mundo!!!! ehOUAEHOUAEHuohuoHAEOUhaouHUHOEUhOAUEHAEH

Um comentário:

  1. Os mongóis eram civilizados para o padrão da época – século XIII –, nunca se utilizando de técnicas comuns no passado e nos dias de hoje, como tortura, mutilação e estupro. Na verdade, tanto Gengis, quanto seus descendentes, lutavam e matavam pela obtenção de novos territórios, mas nunca de forma gratuita e desmedida. Essa busca por território levou-os até os portões de Viena, na Austria, só não adentrado-o pelo fato de terem que voltar às estepes mongóis para a realização de um Kurultai (reunião afim de escolher um novo chefe, já que Oguedei khan filho de Genghis Khan havia morrido).
    No Império Mongol não havia distinção de religião, budistas , taioista, confucionistas, muçulmanos e cristãos ortodoxos viviam sob o mesmo império, o que causava estranhesa aos europeus da época.
    Os mongóis negociavam os produtos de seus territórios conquistados na região entre a Ásia e Europa, construindo aí inúmeras estradas e um complexo sistema de correios. Os livros de história contam que o ponto positivo das cruzadas (realizadas entre os sec. XI e XIII) foi o inicio do comércio. Mas se vocês lerem o livro Gengis Khan e a Formação do Mundo Moderno, irão ver que nem pra isso elas serviram.

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